veleiro belo

uma aventura para toda vida

Fotos: BRIAN BALDRATI, ALEXANDRE ZELINSKI

O que parecia ser apenas uma aventura rápida, se transformou num novo estilo de vida. Ao longo desta jornada, chegaram os outros - pessoas alcançadas por um bonito projeto social que Ana e Júnior decidiram abraçar. Uma história de amor, exemplo e superação começa agora...

 

Tudo iniciou em 2012, em Carambeí, uma colônia holandesa no interior do Paraná, onde 

Dymphnus Vermeulen Júnior, descendente de holandeses, e Ana Paula de Lima passaram dois anos cuidando do pai de Júnior, que estava doente. Ele, analista de sistemas, precisava somente de conexão com a Internet para poder atender os clientes. Ela tinha um salão de beleza. Após a venda dos seus pertences, passaram a cuidar do patriarca da família, mas o inevitável aconteceu. Com o falecimento do pai e sogro, resolveram sair de férias e recomeçar. O destino escolhido foi Ilha do Mel, no Paraná. O objetivo era ficar 15 dias, mas a viagem resultou numa aventura de quatro meses. Durante esse período, Ana e Júnior se apaixonaram pela vida na praia. “Aquele estilo de vida perto do mar, de chinelos e bermuda, nos agradou”, relembra Ana Paula. Foi nesse momento que surgiu a ideia de comprar um barco e morar a bordo. E por que não? Assim, decidiram mudar de vida.

 

Verificaram o orçamento, pesquisaram, analisaram. Mesmo sem experiência em construção naval, uma nova ideia surgiu. “E se construíssemos o nosso barco?”, sugeriu Ana. “Mostrei para o Júnior algumas pesquisas que havia feito de pessoas que construíram o próprio barco. Eram blogs que, em cinco páginas, explicavam o passo a passo e como tinha sido a experiência. O que não sabíamos é que cada página era um ano”, brinca. Encontraram o modelo de veleiro Bruce Roberts, de 45 pés, que ganharam da tia de Júnior como incentivo para a produção, e deram início à empreitada.

Eles passaram cinco anos construindo sozinhos. Foram 23 de quilos de papel do projeto do barco, cem mil parafusos colocados, e um barco de 12 toneladas. Nascia o Veleiro Belo, que recebeu o nome em homenagem a um dos cachorros da família. Ao longo dos cinco anos, houve momentos de desânimo. Contudo, a força de vontade e a união do casal eram mais fortes. “Quando um desanimava, o outro sempre ajudava, dava ânimo”, contam. Ana e Júnior estão juntos há 11 anos.

 

 

A MISSÃO DO BELO

 

Apesar do desejo de mudar de vida, o casal sentia que precisa-va de algo mais para motivar a mudança. Assim, agregaram um projeto social para embalar o novo percurso. Enquanto construíam o barco, arrecadaram mais de 700 livros. “Nosso objetivo é navegar até comunidades carentes e montar pequenas bibliotecas, com cerca de 80 livros cada, e facilitar o acesso à leitura para as pessoas locais”, explica Júnior. Além de livros – estão inclusos gibis – o casal também arrecada chinelos para doação. “Durante nosso tempo na Ilha do Mel, descobrimos que muitas crianças não vão para a escola por não terem o que calçar, nem mesmo chinelos. Como nas comunidades ribeiri-nhas esse é o calçado que eles mais usam, decidimos angariá-los também”, explicam. Como forma de reforçar o compromisso social, no veleiro há a seguinte inscrição: Sailing, learning and sharing (Navegando, aprendendo e compartilhando). “Esse é o nosso lema”, aponta Júnior.

 

Em 2017, Belo ficou pronto. Júnior e Ana Paula, juntamente com Joaquim, o cão companheiro e guardião do veleiro, começaram a aventura. O destino escolhido foi Santa Catarina, na Marina Itajaí. Com o desejo de desbravar os sete mares, o objetivo era apenas ficar um mês em Itajaí. A estadia durou um ano. “Fomos muito bem recebidos na marina e adoramos Itajaí. Tudo é perto, uma ida no mercado ou um passeio no centro”, comentam. “Estivemos presentes durante a Volvo Ocean Race, o evento do Salão Náutico, enquanto isso, Júnior atendia seus clientes e acabamos ficando”, conta Ana.

Belo é um veleiro grande, espaçoso e foi adaptado para as necessidades do casal e do Joaquim. “O mínimo que buscávamos era conforto. Afinal, trocamos a nossa vida em terra para viver a bordo, logo, o barco tem que ser ajustado com o que precisamos para viver confortavelmente”, explica Júnior. São dois quartos, dois banheiros, cozinha e sala com espaço para escritório. “A nossa cama foi colocada no meio do quarto para podermos circular em volta, arrumar com mais comodidade. Em nosso banheiro colocamos um box, para poder tomar banho sem inundar tudo. Na cozinha, temos uma geladeira e um fogão de quatro bocas”, descreve Júnior. “O Belo comporta, no máximo, seis pessoas para dormir confortavelmente. Nosso objetivo não é um barco que acumule muitas pessoas. O Belo é a nossa casa, onde queremos paz. Sem muvuca”, explica Júnior.

 

Belo tem outro diferencial. Toda a energia do barco é produzida por meio de placas solares. Também foi instalada uma caixa de contenção para armazenamento dos resíduos líquidos. “Antes de despejar os resíduos, fazemos o tratamento da água para reduzir qualquer dano à natureza”, comenta Ana. O próximo passo para tornar o barco independente é adquirir um dessalinizador – equipamento que transforma a água salgada em água potável.

 

Agora, Belo segue em busca de cumprir sua missão. Entre os destinos onde desejam aportar, estão a Baía da Babitonga (SC) e a Baía de Paranaguá (PR). Para além-mar, o objetivo do casal é dar a volta ao mundo e, por onde passar, deixar sua contribuição para as comunidades.

 

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Joaquim

 

O parceiro de aventuras e guardião do barco. Nas palavras de Júnior, Joaquim é um cachorro do mar. “Ele se joga no mar, corre um monte, entra no bote, é feliz. Joaquim é um cara legal”, comenta Júnior. E como é ter um cachorro a bordo? “É perfeito”, diz Ana. “E dependendo do tamanho do barco, pode-se ter quantos animais quiser”, explica. Mas para que a navegação seja tranquila, é preciso alguns cuidados. Joaquim enjoa quando o barco está em movimento. “Nesse caso, precisamos dar um remédio para ele não passar mal. Coloco no meio do osso para que fique distraído”, dribla Júnior.

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Graciela Ciappino

Psicóloga

Confira a galeria de fotos do Veleiro Belo!

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