SÍNDROME DO IMPOSTOR

O QUE FAZER QUANDO O INIMIGO É VOCÊ?

Foto:  Pixabay

Provavelmente, alguém em seu círculo social acredita que seus esforços não são suficientes. Por mais que a pessoa seja esforçada e dedicada, sente que seus méritos não lhe pertencem, e tudo é obra de sorte ou acaso. Este sentimento é conhecido como ‘Síndrome do Impostor’, quando o indivíduo acredita ser uma fraude e possui crenças distorcidas sobre si. Também chamada de ‘Fenômeno do Impostor’ ou ‘Síndrome da Fraude’, está associada a alguns distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade e estresse.

 

Todos estão sujeitos à síndrome. No passado, acreditava-se que afetava mais mulheres, porém, hoje sabe-se que homens e mulheres são atingidos na mesma proporção. Estima-se que pessoas que atuam em áreas profissionais dominadas pelo sexo oposto têm maior predisposição para desenvolver a síndrome.

 

O termo foi criado em 1978 por duas psicólogas norte-americanas, Pauline Clance e Suzanne Imes. Embora não configurada como doença – já que não consta no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM – a síndrome causa sofrimento e pode afetar o funcionamento pessoal, social e profissional. De acordo com a psicóloga Gizelle Schmitt (CRP 12/11624), apesar de não ser uma doença, ainda exige tratamento.

 

“As pessoas diagnosticadas com a síndrome sentem-se incapazes e incompetentes, e não acreditam na sua capacidade de realizar tarefas. Sentem que as pessoas ao redor estão superestimando sua inteligência e competência, e acreditam que seu sucesso não é devido a seus esforços e sua capacidade, mas sim, por sorte e outros fatores externos”, explica.

 

Por não acreditarem em suas competências, presumem que estão enganando as pessoas ao seu redor. “O problema ocorre quando estes ‘impostores’ evitam situações e recusam oportunidades por acreditarem que não são capazes”, comenta Gizelle. “É importante lembrar que qualquer pessoa pode sentir-se incompetente em algum momento da vida, porém, só dizemos que é uma síndrome ou transtorno quando causa sofrimento e interfere na qualidade de vida da pessoa”, esclarece.

 

O tratamento consiste no acompanhamento com psicólogo clínico e pode levar alguns meses. Em certos casos, quando a busca por auxílio médico é adiada, sintomas depressivos e ansiosos podem ser desenvolvidos. “É importante que, ao identificar os sintomas, a pessoa busque assistência o quanto antes, evitando agravar a situação”, complementa Gizelle.

 

MENTE

 

Confira dicas da psicóloga para auxiliar na saúde mental:

 

- Invista no autoconhecimento. Ao se conhecer, a pessoa sabe seus pontos fortes e fracos, e é capaz de perceber o que consegue ou não executar, sem muito julgamento.

 

- Considere os elogios destinados a seus esforço e conquistas.

 

- Não se compare a outras pessoas. É possível que alguém que você admira e tem como exemplo de sucesso tenha os mesmos sentimentos e inseguranças que você.

 

- Aceite-se, principalmente suas fraquezas e seus pontos fortes. A persistência de uma perfeição idealizada só causará mais frustração.

 

- Tenha momentos de lazer, desligue-se das preocupações e aproveite para sair da rotina.

 

- Se for necessário, busque ajuda profissional.

Gizelle Schmitt, psicóloga e pós-graduada em Avaliação Psicológica

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