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  • Vip Shore

TERRA À VISTA

O amor pelo mar que pulsa nas veias do caiçara catarina ganha forma e corpo no Padrão dos Descobrimentos - um monumento do outro lado do Oceano Altântico, cravado no coração de Lisboa, às margens do Rio Tejo. Construído em pedra e concreto, sintetiza um passado glorioso marcado pela expansão ultramarina portuguesa e é tão imponente quanto a história do país que o abriga. Pioneiro nas grandes navegações e descobrimentos marítimos nos séculos XV e XVI, Portugal rende homenagens aos seus heróis apaixonados pelo mar. O monumento ilustra 32 personagens ligados à história dos descobrimentos por caminhos abertos através das águas. Entre navegadores, guerreiros, artistas e cartógrafos, alguns personagens nos são bem familiares. No alto da torre, entre tantos grandes nomes, estão Camões, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral. Nossa história começa nessas águas, exatamente aqui, neste pequeno país no extremo sudoeste da Europa, com população estimada em dez milhões de habitantes e mais de 800 anos de lutas, invasões e conquistas...

Berço de grandes navegadores, a nação de homens bravios que buscavam o futuro mirando o horizonte através de suas lunetas, hoje guarda boa parte da história da humanidade. Num movimento contrário ocorrido há mais de 500 anos, agora quem cruza os mares rumo a terras lusitanas somos nós, brasileiros, mas para encontrar com nosso passado e conhecer nosso lugar no tempo. Foi ali, na antiga Praia do Restelo, às margens do Tejo, localizada na freguesia de Belém, que partiu a armada capitaneada por Pedro Álvares Cabral. Ao cabo de 44 dias, aportaria em terras brasileiras e começaria a ser escrita a nossa história. Hoje, a antiga praia de onde zarpou Cabral se transformou na Praça do Império, um esmerado jardim defronte ao igualmente histórico Mosteiro dos Jerônimos.



Praça do Império, de onde zarpou a esquadra de Cabral. Acima, Mosteiro dos Jerônimos, construído no século XVI e declarado Patrimônio Mundial pela Unesco (Divulgação/Câmara Municipal de Lisboa)

Portugal segue como destino da moda para os brasileiros, que já somam quase um milhão de turistas ao ano visitando o país que os colonizou. Tudo em Portugal é centenário, e os portugueses parecem se orgulhar muito disso. Não sem motivo. Por lá, tradição é sinônimo de esmero no fazer, e a expertise que só o tempo confere aos ofícios abunda em terras portu-guesas. As comidas são deliciosas, o atendimento é impecável, as ruas floridas, os monumentos muito bem cuidados, e alguns cenários lembram filmes de época. As portas e janelas dos antigos casarios lisboetas guardam ainda expressivas lembranças, algumas transformadas em pontos turísticos, outras contentam-se em ser 'apenas' inusitados lugares pitorescos a surpreender o visitante que anda pelas ruas despretenciosamente, a saber que seus pés caminham por onde pisaram figuras muito ilustres da história.


Desde o primeiro momento, Lisboa encanta. Seja pelos antigos prédios de poucos andares com suas sacadas minúsculas, ou pelas ladeiras, pela gente, pelo cheiro de história que toma toda a atmosfera da cidade. Talvez tudo isso exale das velhas paredes, ou das legítimas pedras portuguesas brilhantes, gastas de tantos pisares. É tanto brilho que parecem ter sido enceradas como se fosse, sempre, dia de festa. Começamos nosso passeio navegando pelo Tejo, sentindo o vento frio e imaginando a emoção de Cabral e dos demais navegadores ao partir, daquela mesma margem, rumo ao descobrimento de novos mundos.


Para a Vip Shore, que atravessou o Atlântico a fim de saber muito mais sobre a história desse berço de desbravadores, também não faltou emoção na viagem. Dos pastéis de Belém – os verdadeiros e únicos – aos famosos Travesseiros e Queijadas da Piriquita, em Sintra, tudo é recheado de sabores únicos, cronologia e muita tradição. Um roteiro por Lisboa sempre inclui lugares incríveis e pessoas excepcionais. Os portugueses são mestres na arte do bem receber. Por lá, não faltam sorrisos, piscadelas e brincadeiras. Bastam poucas horas em solo lusitano para você sentir-se em casa, quase como de volta a um lugar que não visitava há muito tempo, mesmo sem nunca ter pisado por lá. Para cada lado que se dirija, seu olhar sempre encontra olhos sorridentes e dispostos a um 'bom dia', um 'pois não', um 'ora pois'! Os portugueses não são, definitivamente, monossilábicos. Pelo contrário, são muito bem-humorados e gostam de uma boa prosa. Segundo afirmam autoridades da imigração, hoje há cerca de 200 mil brasileiros vivendo em Lisboa e arredores.


DOCES D' ALÉM-MAR




Os Pastéis de Belém têm esse nome porque são feitos, desde 1837, numa confeitaria que fica na freguesia onde está a Torre de Belém, na beira do Tejo. A receita é a mesma desde o começo dos tempos, e guardada a sete chaves. O nome da iguaria tem patente registrada, e o único lugar onde você encontrará Pastel de Belém é nessa confeitaria. Nas demais, o doce é chamado “pastel de nata”. E por falar em Belém, a torre de mesmo nome é outro espetáculo à parte. Concluída em 1520, foi construída com a função de proteger a capital portugesa de ataques inimigos. É um símbolo da pujança da Portugal da época, rica, luxuosa e considerada uma potência global. Hoje, a torre faz parte da identidade portuguesa, é uma espécie de cartão de visitas da cidade, e oferta – com toda generosidade – a vista mais linda do entardecer no Tejo. Depois de seduzir o mundo inteiro, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1983.


FERNANDO PESSOA NO CHIADO (Nol Aders - pt.wikipedia.org/wiki/Caf%C3%A9_A_Brasileira_(Lisboa)

Passear por Lisboa inclui pegar muito metrô, trem, ir à Praça dos Restauradores, à Praça do Comércio, ao Monumento dos Desbravadores, ao Mosteiro dos Jerônimos, ao Beco dos Surradores, passear pela Rua Augusta, tomar uma ginginha e comer um sande de bife à milanesa na centenária Tendinha, provar um siri santola (são enormes), um pastel de bacalhau e muitos de nata. Tem tanto para se ver em Lisboa: o Castelo de São Jorge – que do alto guarda a cidade com suas mil e uma histórias - o Chiado, a Baixa, a música popular, o jazz dos pubs escondidos, os fados emocionantes, a gastronomia típica e marcada por intensos sabores. Aliás, para quem aprecia literatura, o Chiado reserva uma presente. Lá, encontra-se a livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento, a Bertrand. Inaugurada em 1732, acompanhou o movimento dos tempos, foi palco de discussões políticas e literárias, recebeu ilustres frequentadores como Eça de Queirós, José Saramago, Fernando Pessoa. Ainda no Chiado, o café A Brasileira está lá desde 1905, na Rua Garret. Um frequentador assíduo do local era o poeta Fernando Pessoa. Quem passa pela confeitaria nos dias de hoje, ainda consegue encontrá-lo sentado numa das mesas da área externa do café. Em homenagem ao artista, em 1980 foi inaugurada uma escultura do escritor, em bronze e tamanho real.



Bertrand - A mais antiga do mundo em funcionamento



Presenciamos:


UM TERREMOTO

UMA GUERRA CIVIL

NOVE REIS

UM REGICÍDIO

DEZESSEIS PRESIDENTES

TRÊS REPÚBLICAS

SEIS GOLPES DE ESTADO

DUAS GUERRAS MUNDIAIS

A CONSTRUÇÃO DE UM MURO... A QUEDA DO MURO

A UNIFICAÇÃO DA EUROPA

A ENTRADA O EURO


E temos livros para lhe contar tudo isso.


Acima, uma foto antiga, o texto acima ilustra uma das paredes da Bertrand, um retrato da livraria como testemunha da história


Aberta em 1732, funciona no mesmo endereço desde 1773. Tem seis salas, cada uma homenageando um escritor ilustre da terra, cujos pés já pisaram naquele espaço. Fernando Pessoa é a última delas, repleta de poemas e imagens do artista.


ARREDORES


QUINTA DA REGALEIRA

Se Lisboa tem muitas histórias a contar, os arredores não deixam por menos. O que não faltam são cidades interessantes, cheias de atrativos, doces, bebidas típicas, marcas de um passado muito distante que nos brinda com viagens através do tempo. Tudo muito conservado, cuidado, e com todo o conforto e modernidade dos tempos atuais. Visitar estes locais é uma experiência mágica e sensorial. Cascais, Sintra, Óbidos, Évora, Fátima, Sessimbro, Tomar são apenas alguns exemplos.




CASTELO DA PENA/SINTRA

Se você quiser ver castelos e as famosas “quintas” (propriedades de grandes dimensões), o caminho aponta para Sintra. Rodeada por uma atmosfera lúdica, foi reduto de famílias abastadas e tradicionais que decidiram construir ali verdadeiros palácios para passar o verão, pelo ar fresco e aprazível do lugar. Esses castelos são abertos e recebem milhares de visitantes todos os anos. Dezenas de tuk-tuks levam os turistas de um lado para outro em Sintra, conhecendo as belezas e encantos da cidade histórica. Fica em Sintra a Piriquita, uma confeitaria inaugurada em 1862 que leva esse nome por conta do Rei Dom Carlos I, que apelidou assim a dona do lugar, porque era baixinha. Foi o Rei quem encorajou o casal Constância e Amaro a abrir a loja. Em qualquer dia da semana, inclusive nesse exato momento, tenha certeza que a Piriquita está lotada de fregueses ávidos por provar o Travesseiro – doce recheado de ovos e um toque de amêndoas cuja receita, adivinhe: está muita bem guardado pela família até os dias de hoje.

ÓBIDOS, CIDADE MURADA

Mas se seu negócio não é doce e você quiser conhecer uma vila medieval, vá a Óbidos, cujo nome deriva do latim e significa “cidade fortificada”. É uma cidade dentro de uma grande muralha romana, com direito a castelo, aqueduto, ruelas de pedras e os tradicionais azulejos portugueses. Um toque de romantismo também não falta ao lugar: no século XII, o então rei Dom Afonso Henriques tomou a cidade que estava sob o domínio dos árabes. Anos mais tarde, ela foi presente de Dom Dinis à sua rainha consorte, Isabel de Aragão, e assim sucessivamente, tendo sido dada como presente de casamento a várias outras rainhas ao longo do tempo. Ao passear pela cidade, o turista pode conhecer lojinhas de artesanato local, restaurantes medievais, provar a verdadeira ginginha (bebida feita da fruta ginga, semelhante à cereja), andar por sobre as muralhas e apreciar – do alto – toda a vista da região.


Saindo da cidade murada, seguimos ao lugar que guarda a Igreja da Ordem de São Francisco, a cidade de Évora. Lá, uma capela construída com ossos humanos foi edificada no século XVII por monges franciscanos com o objetivo de nunca esquecer, e fazer lembrar a todos que por ali passassem, a transitoriedade da vida. Todos os ossos são provenientes de cemitérios localizados em igrejas e conventos. Logo na entrada da Capela dos Ossos, uma mensagem não deixa ninguém esquecer: "Nós ossos que aqui estamos, pelos vossos esperamos". O espaço impressiona pela forma como aborda a efemeridade da vida e convida o visitante à reflexão.


Poema sobre a existência




Aonde vais, caminhante, acelerado?

Pára…não prossigas mais avante;

Negócio, não tens mais importante,

Do que este, à tua vista apresentado.

Recorda quantos desta vida tem passado,

Reflecte em que terás fim semelhante,

Que para meditar causa é bastante

Terem todos mais nisto parado.

Pondera, que influído d'essa sorte,

Entre negociações do mundo tantas,

Tão pouco consideras na morte;

Porém, se os olhos aqui levantas,

Pára…porque em negócio deste porte,

Quanto mais tu parares, mais adiantas.






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