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A roupa que neutraliza odores

A designer de moda, Rosie Broadhead, de Londres, criou a linha de roupas “Skin II ou Pele 2”, seu mais recente projeto de roupas com inserção de probióticos

Invisíveis a olho nu, o corpo humano abriga milhões de microorganismos. As condições para uma pele ideal dependem dos micróbios probióticos que vivem no corpo. O bioma da pele é moldado pelo ambiente natural e enfrenta muitos desafios devido à obsessão pela limpeza e esterilidade que está tornando a pele um ambiente hostil para organismos considerados benéficos. Além disso, o que se veste ou se passa na pele impacta diretamente no corpo.



Divulgação/Karl Felix

Exemplo são os produtos cosméticos e acabamentos de tecidos em roupas que podem conter produtos químicos tóxicos que interrompem a diversidade de bactérias que vivem na superfície do corpo humano. Rosie Broadhead é uma designer de vestuário especializada em biomateriais na indústria da moda, focada na criação de roupas inovadoras com potencial biológico.



Seus interesses estão entre a pele e a interação com a roupa, e como a ciência e a tecnologia irão influenciar o futuro da moda. Em parceria com o médico microbiologista Chris Callewaert, ela explora os benefícios do encapsulamento de bactérias probióticas nas fibras das roupas, as quais são ativadas quando entram em contato com a umidade da pele.


Os probióticos são estrategicamente colocados em áreas-chave onde as pessoas produzem mais suor e se beneficiariam com a introdução das bactérias, como axilas, antebraços, sob a área do peito e as laterais do tronco. Essas áreas da roupa são ativadas quando entram em contato com a umidade e isso permite que as bactérias probióticas dominem outras bactérias, menos benéficas, já presentes na pele. De acordo com Broadhead, as bactérias integradas à peça podem reduzir o odor corporal, estimular a renovação celular e melhorar o sistema imunológico da pele.


TECNOLOGIA BRASILEIRA

A novidade também já existe no Brasil. Uma empresa sediada em São Paulo, a Nanox, desenvolveu nanopartículas que aplicadas a tecidos eliminam microrganismos que causam mau cheiro. Além disso, o produto reflete a radiação solar e pode liberar repelentes de insetos. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).


O estudo da Nanox tem como parceiras indústrias têxteis e o diretor de operações da empresa, Daniel Minozzi, revela que projetos de produção desses tecidos estão em fase final de desenvolvimento. A escala nanométrica refere-se à bilionésima parte de um metro e há muita tecnologia envolvida. As partículas são produzidas com materiais inorgânicos e para o controle do odor é usada uma combinação de prata, zinco e cobre. A proteção, segundo a Nanox, se dá a partir da prevenção do crescimento de bactérias, ácaros e fungos que causam maus odores.

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