Afogamentos

COMO EVITAR?

Durante o verão, aumenta o movimento nas praias. Aproveitar para aliviar o calor das altas temperaturas tomando um banho de mar é refrescante e prazeroso. Mas, para garantir o momento de diversão, nada melhor do que estar preparado para aventurar-se nas águas, afinal, o mar pode ser perigoso. Saber nadar, usar boias caso não saiba, respeitar a sinalização das bandeiras que indicam quando o mar está propício ao banho, entre outras precauções são fundamentais para garantir a sua segurança.

 

O Comandante do Pelotão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar de  Balneário Camboriú, 2º Tenente BM Walter Pereira de Mendonça Neto, enumera algumas dicas para o visitante assim que ele chega à praia. São informações fundamentais para evitar acidentes, principalmente se a pessoa não conhece o lugar em que vai veranear. A primeira dica é procurar um posto de guarda-vidas logo na chegada. Em caso de dúvida, são eles, os guarda-vidas, que vão indicar o melhor local para aproveitar o mar e ainda poderão dar instruções diante de qualquer questionamento. “Eles também fazem rondas constantes e orientam os banhistas. É importante que as pessoas entendam que toda orientação busca prevenir possíveis acidentes”, reforça o comandante.

Ficar alerta ao comportamento do mar é muito importante e também ajuda a evitar acidentes. Uma recomendação é estar atento às correntes de retorno e às sinalizações. “Uma corrente de retorno é o local pelo qual grande parte da água trazida pelas ondas "retorna" ao mar. Por isto se cria uma forte correnteza, que acaba arrastando até nadadores experientes”, explica o co-mandante. Ele acrescenta que uma das características deste tipo de corrente é a água se apresentar mais escura, devido ao local ter maior profundidade. “Outra característica muito importante é que neste local de corrente de retorno não há quebra de ondas, o que acaba enganando o banhista que busca nadar neste espaço por achar mais seguro”, explica. 

O comandante orienta que a melhor maneira de identificar esta corrente é através das bandeiras vermelhas que indicam os locais perigosos para nadar. Isto porque muitas correntes de retorno não são visíveis para pessoas com pouca experiência. “Estas correntes são responsáveis por mais de 95% das ocorrências de arrastamento de banhistas, por isso, deve-se ter muita atenção”, acrescenta.

Aliás, a sinalização é um dos principais fatores que ajudam a evitar acidentes. As bandeiras são as responsáveis por sinalizar se o mar está ou não próprio para banho. Por isso, é fundamental saber o que cada uma indica.

As bandeiras vermelhas, como já mencionado, indicam alto risco, com mar muito agitado, podendo haver correntes de retorno ou até pedras no local apontado. Logo, banhar-se ali não é indicado. As amarelas apontam risco médio, banhista atento. Já quando a pessoa visualizar bandeira verde na areia, há baixo risco de afogamento e o mar está mais calmo para nadar. Existe, ainda, a bandeira preta. Ela indica que o posto de guarda-vidas daquela praia está desativado. E, finalmente, há a bandeira roxa, responsável por alertar a incidência de águas-vivas no mar. 

Neto ainda alerta que, além dos cuidados individuais com o mar e com a sinalização, dobrar a atenção com as crianças é fundamental. “Não se pode confiar em boias ou outros objetos flutuantes. Eles passam uma falsa sensação de segurança”, afirma. Para manter seu filho seguro, o comandante orienta o uso de colete salva-vidas que, se devidamente ajustado ao corpo, não se desprende. Outra recomendação é ter um adulto monitorando a criança constantemente. Aliás, esta é a principal maneira de garantir a segurança e prevenir acidentes.

Novidades em segurança

No mercado, há equipamentos modernos que auxiliam na segurança aquática. Além dos convencionais, como o colete salva-vidas, alguns acompanharam a evolução tecnológica e são novidades que podem ajudar a prevenir acidentes

Kingii, a pulseira salva-vidas
O equipamento Kingii é chamado de wearable, uma tecnologia vestível que, neste caso, é usado como pulseira no braço. Descrito como um dos dispositivos de flutuação mais pequenos do mundo, é recomendado para todos que gostam de aventurar-se na água. A simples pulseira pode ser facilmente ativada após o acionamento de sua alavanca. Neste momento, o dispositivo irá inflar e impulsionar a pessoa para a superfície da água. A pulseira Kingii é forte o suficiente para suportar um adulto de 130 quilos. O equipamento é reutilizável, bastando realimentá-lo com um cartucho de dióxido de carbono, CO2, e ele funcionará novamente. O produto é desenvolvido na Califórnia. 

Drone Salva-vidas
Ele foi criado com a finalidade de facilitar o salvamento, diminuindo o tempo entre o avistamento da situação de risco e o atendimento inicial, que é a chegada do equipamento de salvatagem. O drone salva-vidas objetiva, principalmente, melhorar o atendimento dos profissionais que cuidam da vida das pessoas no mar. O equipamento tem a vantagem de decolar até de botes salva-vidas, lanchas e flutuadores. Quando o aparelho sobrevoa a pessoa em situação de afogamento, se desprende dele um flutuador que é lançado ao banhista. Os fabricantes garantem que ele poderá diminuir o tempo de socorro inicial para apenas um minuto. 

U-safe, a boia controlada por controle remoto
O U-Safe é uma boia controlada por controle remoto. A inovação é um equipamento usado para ajudar a evitar acidentes no mar e salvar vidas. Desenvolvida pela Noras Performance, empresa de Portugal que investiu em seu design e tecnologia, a boia é autopropulsada, ou seja, possui motor que a permite mover-se sozinha. Ela também funciona em qualquer posição nas condições mais adversas e possui seu próprio sistema de navegação e orientação. Entre as suas características estão a leveza e a facilidade de lançamento na água em qualquer situação e de qualquer plataforma. 

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Como agir diante de um afogamento?

 

Nem sempre colocar as dicas de segurança em prática evita que acidentes ocorram. Nestes casos, saber como agir diante de um afogamento pode salvar vidas. Segundo Neto, caso o banhista esteja sendo puxado para longe da faixa de areia, ele deve sempre nadar em diagonal para a praia. Dessa forma, irá sair da corrente de retorno que está "puxando ele para o fundo". “Caso não seja possível nadar na diagonal ou de maneira paralela à praia até achar um local raso, a pessoa deve tentar economizar energia boiando, até que a ajuda chegue”, explica. 

Outro cuidado importante em uma situação como esta é na hora de socorrer quem está se afogando, pois muitas vezes outra vítima pode surgir ao querer ajudar. Em primeiro lugar, quem está na faixa de areia, familiares, amigos da vítima ou outras pessoas,  devem manter a calma e procurar um posto de guarda-vidas para pedir ajuda. Se não houver guarda-vidas, ou se estiverem muito distantes, a primeira ação é ligar para o número de emergência 193,  que acionará os guarda-vidas ou ambulâncias locais. 

capacitações auxiliam na segurança

Caso a vítima seja resgatada por pessoas na praia, os primeiros socorros só devem ser feitos se quem a salvou tiver preparo para isso. É muito importante que medidas de emergência sejam iniciadas o mais rápido possível, desde que a pessoa tenha capacitação para executá-las. Procedimentos inadequados ou feitos de maneira incorreta podem inclusive agravar o quadro da vítima.  “Se você não recebeu treinamento, ou se o socorro está próximo, o ideal é retirar a vítima para um local seguro movimentando-a o mínimo possível”, afirma. 

 


O comandante acrescenta que o Corpo de Bombeiros Militar disponibiliza, gratuitamente, diversos progra-mas de capacitação para a sociedade. Eles abrangem tanto o público infantil, quanto o adulto. Para as crianças, existem projetos de prevenção aquática, como o Projeto Golfinho e o Jovens Guarda-vidas. Para os adultos, o Curso Básico e o Curso Avançado de Atendimento a Emergências, e o Curso de Bombeiro da Melhor Idade. “Procurar a unidade de Bombeiros mais próxima e se informar sobre novas turmas é sempre uma boa maneira de adquirir conhecimentos impor-tantes para enfrentar situações de emergência”, ensina Neto.

Alimentação e mar COMBINAM?

Além dos cuidados com segurança, outros fatores podem facilitar a ocorrência de acidentes. Você já ouviu falar que alimentação e água podem ser uma com-binação perigosa? Segundo o médico clínico geral, Arthuru Marques (CRM/SC 23002), para que não haja risco de passar mal devido à digestão incorreta dos alimentos, após comer é fundamental esperar - pelo menos - uma hora e meia para entrar no mar. “Nenhuma comida é proibida, mas o ideal é esperar a digestão acontecer, o que varia de acordo com o alimento e a quantidade ingerida”, explica Marques. 

Além disso, ele lembra, é fundamental preparar e armazenar adequadamente os alimentos a serem levados ao passeio. O médico alerta para outro fator a ser evitado antes de nadar: a ingestão de bebidas alcoólicas. Isto porque o álcool causa déficit de atenção e sonolência, o que pode contribuir para a ocorrência de acidentes.

O clínico geral também dá instruções caso situações inesperadas aconteçam ao nadar. Você já imaginou estar se divertindo e, de repente, sentir uma câimbra? Segundo Marques, a dor paralisante, quando ocorrida em água profunda, se torna ainda mais assustadora. Neste caso, a recomendação é manter a calma e boiar na água até a sensação desaparecer.

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