ANIMAIS MARINHOS AMEAÇADOS EM SANTA CATARINA

Imagem: Pixabay.com

Cada vez mais o litoral catarinense vem recebendo um aumento no uso das praias e vias navegáveis, seja pelo fluxo de turistas, pelo acesso a embarcações de esporte e recreio, ou navios de cargas e passageiros. Este incremento no uso dos ambientes aquáticos marinhos costeiros e áreas adjacentes, têm despertado uma preocupação das entidades de proteção ambiental no litoral do centro norte catarinense, uma vez que a gera a produção de resíduos sólidos como plásticos, e a poluição por óleo em nossas praias. Estes fatores em conjunto com a pesca ilegal de redes feiticeiras nos costões rochosos das praias, entre Barra Velha e Governador Celso Ramos, tem dizimado milhares de animais marinhos, dados alarmantes e que realmente chamam atenção.

 

Nos dois últimos anos, as tartarugas - que representam apenas as mortes de uma das espécies que aparecem na extensa lista de animais marinhos que desaparecem de nossas águas costeiras - chegaram a um número absurdo, registrado pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da UNIVALI. Foram 1.823 Tartarugas mortas, somando as taxas de mortalidades de 2016 e 2017, o que representa em volume, um Contêiner de 12m cheio de carcaças dessas criaturas inofensivas e cativantes, que com sua inocência, tem suas populações (são 5 diferentes espécies que ocorrem em SC) ameaçadas em nossa costa.

 

As razões das mortes têm duas causas principais, sendo - na esmagadora maioria das vezes - o afogamento decorrente da captura por redes de pesca ilegais, em primeiríssimo lugar. E a ingestão de lixo marinho, sobretudo plástico, segundo necropsia realizada nestes animais encaminhados ao PMP. Nessa análise das razões dos óbitos, raras ocorrências são decorrentes de causas naturais, o que significa claramente que estas mortes prematuras são evitáveis pela simples fiscalização mais freqüente e mais eficaz, e com campanhas de conscientização sobre lixo marinho.

 

O aumento constatado de 2016 com 888 tartarugas mortas, e 935 em 2017, com 38 exemplares vivos em 2016, e 57 em 2017, sinaliza que se não forem tomadas medidas de monitoramento e resgate direcionado a estas espécies, que são apenas a ponta do iceberg, veremos segundo a tendência, uma mortalidade ainda maior em 2018.

Marcelo Assumpção Ulysséa

Ambientalista e Instrutor de Segurança Náutica do Conselho Nacional de Segurança Náutica (NSBC - USA);

Diretor Presidente e Fundador do Instituto Anjos do Mar Brasil (IAMB) - Organização Civil de Interesse Público Certificada pelo Ministério da Justiça (OSCIP - Cert. Min. Justiça) - Entidade Membro da Federação Internacional de Resgate Marítimo (IMRF - IMO / ONU)

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