VIDA A BORDO DO AMÉLIA

O que um dentista, uma bicicleta e um catamaran têm em comum? Nessa história, tudo. Giovani Frisene, após atuar dez anos como dentista, submerge em um ano sabático, pedalando pela Europa, mudando sua vida completamente. Durante oito meses, percorrendo desde Paris a Atenas, tendo como meio de locomoção sua bicicleta – a qual chama carinhosamente de “pérola negra” - Giovani viveu em contato com a natureza, acampando pelas florestas européias. Após essa experiência, ele retornou ao Brasil transformado. Decidido a largar o consultório para viver de forma mais simples e sustentável, ele encontra a náutica. Velejando a costa brasileira, atravessando o Estreito de Magalhães, descobriu que a vida no mar o agradava. Assim, nasceu o sonho de viver a bordo. Ao realizar pesquisas sobre o assunto, deparou-se com os projetos de catamaran do renomado projetista britânico, James Wharram. Ao invés de ir em busca para comprar um, aceitou o desafio de construir o seu próprio catamaran, o Amélia. E é aqui que a história começa.

 

Após muito tempo dedicando-se a estudos e pesquisas envolvendo a construção do barco, Giovani adquiriu o projeto do catamaran Tiki 38. Ele acredita que é o maior catamaran de James Wharram já construído no Brasil, tornando o Amélia pioneiro deste modelo no País. Já são três anos imerso na construção do barco, dia e noite. Ao longo deste tempo, aprendeu a usar o clima e as horas a seu favor. Nos dias de ar seco, por exemplo, – favorável para o trabalho em determinadas partes do barco - Giovani emendava as madrugadas na construção do seu sonho, sem perder uma oportunidade sequer de dar corpo ao projeto. Hoje, a carga horária do trabalho fica em torno de oito horas diárias, sendo que nesta fase já há a necessidade de serviços terceirizados, como na parte da soldagem.

 

Para Giovani, agora que está perto da finalização do barco, ele pode curtir os últimos momentos da construção. Mas, reflete que ter decidido correr em busca do seu sonho, também acabou afastando-o um pouco da vida social. “Construir um barco requer paciência do construtor, pois por ser muito grande, exige bastante do seu tempo”, comenta.

Natureza

Os projetos de James Wharram são programados para sustentabilidade. A embarcação utiliza madeira de reflorestamento no compensado naval e foi pensado para ser autônomo em energia e água - utilizando placas solares, motor elétrico e baterias de íon de lítio. Por possuir dois mastros – de dez metros cada – o catamaran aproveitará o vento da melhor maneira possível. Um gerador eólico produzirá energia para os equipamentos eletrônicos que estiverem a bordo.

 

Apesar de ser naturalmente mais veloz que um barco monocasco, o catamaran é uma embarcação para navegação oceânica, específico para cruzeiro – e não um barco de regata. Após a finalização, que ainda não tem data exata prevista, Giovani pre-tende sair em busca de patrocínio. O objetivo é atrair empresas envolvidas em preservação am-biental e energias renováveis que queiram associar a sua marca ao projeto e às aventuras que iniciarão tendo Giovani por comandante.

 

A embarcação tem 38 pés, 12 metros de comprimento e seis metros de largura. Para pernoite, o barco comporta oito pessoas, contando com uma suíte para casal, um quarto para solteiro, sala e cozinha com duas pias. Um diferencial é que a divisória entre a suíte e a parte dianteira do barco não será removível. Então, caso haja uma colisão dianteira, aumentam consideravelmente as chances da popa ser preservada.

Esmero

 

 

Os detalhes do Amélia revelam cuidados. Seu criador cuidou de tudo para poder desfrutar do conforto e da segurança que uma boa embarcação pode oferecer aos seus tripulantes. Para as janelas dos cômodos, por exemplo, o material utilizado é de cor verde - para proporcionar descanso aos olhos. Há outras peculiaridades: as travessas são amar-radas aos cascos - ao invés de serem fixas - distribuindo a força dos ventos e do mar por toda a estrutura; há dois mastros com velas caranguejas e quadradas; há quatro câmaras estanques nas extremidades dos cascos, que impedem a embarcação de afundar, mesmo em caso de abalroamento forte.

 

Agora, na reta final da construção, Amélia teve uma apresentação formal para o mundo, feita através do Youtube. Com o canal, Giovani pretende chamar a atenção das pessoas para a importância do consumo consciente, utili-zando energias renováveis – como sol e vento. Ele também tem a intenção de inspirar pes-soas que alimentam o sonho de navegar ou de construir seu próprio barco a realizarem esta proeza.

 

O destino exato do Amélia ainda não está definido. Através do Youtube, Giovani pretende mostrar a vida a bordo, como funcionam as energias susten-táveis em um catamaran, desbravando os mares do mundo. Mas, caso você tenha interesse em realizar um passeio a bordo do Amélia, essa opção também estará disponível para os admiradores da embarcação.

 

Quer acompanhar um pouco das aventuras a bordo do Amélia? Embarque na viagem com a equipe da Vip Shore e Giovane Frisene.

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